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Crédito: Casey Horner/Unsplash

Quem nunca ouviu falar que as florestas são o ‘pulmão’ do mundo? Junto com as algas marinhas, elas são responsáveis por absorver CO2 e devolver o oxigênio à atmosfera. Mas não só isso, as florestas também são fonte de outros recursos essenciais ao ser humano. É de lá que extraímos itens básicos como madeira e frutos, além de matérias primas para medicamentos e papel. Elas também regulam o clima, protegem e conservam o solo e servem de lar para incontáveis espécies animais.

O Brasil possui a segunda maior área florestal do planeta, perdendo apenas para a Rússia. Já a maior porcentagem de florestas tropicais, bem como 20% de todas as espécies do mundo estão no nosso país. É por isso que carregamos uma grande responsabilidade. A forma como aproveitamos o que as florestas têm à oferecer pode impactar diretamente no futuro de todos.

Mas infelizmente o desmatamento vêm crescendo no Brasil. Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), somente entre 1º a 30 de junho foram destruídos 920,4 km² de floresta amazônica no território brasileiro. Em comparação, no mesmo mês em 2018, foram registrados 488,4 km² desmatados.

Dia de proteção florestal

Para alertar a população sobre os perigos do desmatamento, celebramos em 17 de julho o Dia de Proteção às Florestas. Não por coincidência, é também dia do Curupira. Segundo o folclore brasileiro, essa figura que tem os pés ao contrário espanta das matas aqueles com más intenções. Entretanto esse herói não passa de uma figura fantástica. Para proteger a nossa biodiversidade precisamos de medidas reais e urgentes. Apesar do evidente crescimento no desmatamento, ações foram e estão sendo tomadas. Conheça algumas delas:

Programa Pioloto G7

O Programa Piloto ficou conhecido como uma das maiores iniciativas tomadas pelo governo em prol das florestas nacionais. O projeto brasileiro em parceria com os países do G7 foi apresentado em 1990 durante a Convenção de Houston. A aprovação aconteceu posteriormente, em 1992, durante a Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e Desenvolvimento, ou Rio-92.

Também conhecido como PP-G7, o programa combinou uma série de projetos voltados para a preservação da Floresta Amazônica e da Mata Atlântica brasileira. Juntos, países do grupo G-7, Países Baixos, União Europeia e Brasil, reuniram US$ 428 milhões para financiar o programa. O Banco Mundial ficou responsável por administrar as contribuições através do Rain Forest Trust Fund (RFT).

O resultado desses projetos, em grande parte já concluídos, são palpáveis. Políticas públicas ambientais sustentáveis surgiram, como o marco regulatório para a pesca. Além disso, foram demarcados 43 milhões de hectares de terras indígenas.

Acima de tudo foi vista uma tomada de consciência da população e o surgimento de ONGs com apoio e mobilização social. Passamos a estabelecer áreas de conservação, gerenciar nossos recursos, bem como estudar as nossas florestas, e assim buscar extrações menos danosas.

Avanços tecnológicos e científicos na área também aconteceram: foram financiados 110 estudos sobre os ecossistemas florestais brasileiros. Outra medida importante foi a promoção do desenvolvimento sustentável em comunidades da Amazônia.

População em ação

Mas não cabe apenas ao governo tomar atitudes em prol da natureza. Cidadãos também se mobilizaram ao longo dos anos a fim de participar e os resultados já podem ser vistos nos dias de hoje. Reunimos algumas histórias inspiradoras de pessoas que, por iniciativa própria, construíram florestas e devolveram vida a áreas desmatadas.

Uma nova floresta em São Paulo

O empresário Hélio da Silva, por exemplo, plantou pessoalmente mais de 27 mil mudas em um parque da cidade de São Paulo. A ideia inicial era atrair aves, mas também trouxe cor e principalmente vida a uma área antes suja e descuidada. Além disso, o investimento saiu do próprio bolso, mas o resultado é recompensador. E seu trabalho continua: o objetivo é alcançar 50 mil árvores plantadas.

Agroflorestas

Outro caso interessante é o do suíço Ernst Götsch, que vive atualmente no nordeste do Brasil. Lá ele desenvolve técnicas sustentáveis que combinam a recuperação de solos e plantação de alimentos, resultando nas ‘agroflorestas’. Ele defende sobretudo que é mais barato trabalhar em conjunto com a natureza, do que contra ela. Atualmente presta consultoria para fazendas que desejam aplicar essa metodologia. O resultado positivo pode ser visto na sua propriedade, ao passo que cresce em vegetação a cada ano.

O Sal da Terra

Crédito: Facebook do Sebastião Salgado

Lélia Wanick Salgado, esposa do, fotógrafo Sebastião Salgado, também decidiu agir por conta própria. Ao lado do marido, Lélia assumiu o trabalho de restauração florestal feito em uma propriedade da família em Minas Gerais. Juntos fundaram o Instituto Terra, e assim restauraram a vegetação da área de 17 mil acres. A evolução do trabalho de reflorestamento pode ser vista no documentário “O Sal da Terra”, que conta a história de Sebastião.

Faça a sua parte

Você não precisa estar à frente de um projeto como o PP-G7, ou replantar alguns hectares para contribuir. Listamos aqui algumas atitudes fáceis e de grande impacto que você pode começar agora:

  • Lembre-se sempre de reciclar papel;
  • Prefira produtos provenientes de reciclagem;
  • Dê prioridade à móveis de madeira reutilizada.
  • Plante: você pode começar com uma horta vertical;
  • Lixo no lixo;
  • Denuncie exploração ilegal de florestas através da Linha Verde;
  • Se informe e compartilhe informação;

Decoração Sustentável

Você conhece os móveis feitos de madeira de reflorestamento? Eles são produzidos com madeira de Pinus ou Eucalipto, árvores conhecidas sobretudo pelo seu rápido crescimento. Essas espécies são replantadas com a finalidade de não desmatar outras áreas florestais.

Os pallets de madeira, que cada vez mais ganham destaque na decoração, também feitos destas madeiras de reflorestamento. Depois de seu uso original, muito comum em empresas de logística, são descartados ou queimados. Mas empresas sustentáveis surgiram para dar uma nova função a este material. É o caso da Casa Com Pallet que os transforma em sofás camas, balcões, mesas, bancos e até mesmo painéis para TV. Afinal, além de serem extremamente duradouros, adicionam charme ao ambiente. Opte por uma decoração eco!

Enfim, a mudança pode começar através de você a qualquer hora! Certamente ainda há um longo caminho a percorrer para alcançar o equilíbrio sustentável. Contudo, não se dê por vencido, continue investindo em atitudes sustentáveis.

Se interessou pelo assunto e quer saber mais? Confira no blog do Eco Consumo algumas outras notícias sobre a proteção de florestas e não deixe de conhecer os produtos e soluções sustentáveis do site!

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